sexta-feira, 17 de abril de 2009

Trabalho, vida, valores



Numa determinada idade, nossa tendência é pensar, pensar. A maturidade capacita-nos a abstrair o pensamento, filosofar(como dizem) e isso deve compensar a falta de energia do corpo para atividades que exigem vitalidade.
A verdade é que ficamos mais preguiçosos, contudo mais inteligentes.
Por isso tenho pensado muito no real valor do trabalho e descobri que não é o dinheiro que ele proporciona.
O que faz uma pessoa dormir pouco, lutar contra o cansaço e mau-humor, enfrentar o trânsito e depois entrar numa sala para dar o melhor de si?
O que move um professor no sentido de ele ser "O MELHOR"? O que faz de nós, profissionais da educação, pessoas diferentes?
E não venham com idealismos dizendo que a educação é uma missão!
Sinceramente penso que o professor tem uma inquietude no coração tal quais os artistas: precisa da plateia, do palco, dos aplausos para sentir-se vivo.
Posso até parecer egoísta ou distante de realismos, mas o professor, no fundo, é um vaidoso.
Talvez poucos admitam, mas achar-se superior intelectualmente é comuníssimo no meio acadêmico. A arrogância é regra; a humildade, disfarce.
Importa mesmo é que no final a relação dá certo: professores mais felizes, mais alunos aprovados, o cachê aumenta com o sucesso e o patrão garboso repete:"minha equipe é a melhor".
Todos no triângulo educacional-amoroso-econômico terminam acreditando na grande contribuição para o crescimento da nação e aculturamento da população brasileira.

Um comentário:

  1. Achei o seu bloguinho, LU!!! Tudo lindo!!! Vou ficar vindo sempre aqui, viu....
    E sobre esse post aí, não esqueça tb de uma coisinha que nos move: um tal de amor pelo que fazemos, apesar de a gente às vezes nem saber como consegue senti-lo... Muitos beijos!!!Olívia

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